FREGUESIA DE GANDRA

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

Padroeiro: Divino Salvador.
Habitantes:  1.318 habitantes (I.N.E. 2011) e 1.273 eleitores em 05-06-2011.
Sectores laborais: Construção civil e transportes.
Tradições festivas: Santo António, Senhora de Fátima, Senhora dos Milagres (Maio), S. João (Junho), Santa Ana e S. Paio (Julho), Santo Amaro e Senhora da Boa Morte (Setembro).
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, capelas de Santo Amaro, da Senhora da Boa Morte, do Senhor do Bonfim, da Senhora dos Milagre, Santa Ana, S. Paio, S. Sebastião, Forte do Tuído, Quinta de Real, Alto dos Pedrosos, Couto de Santa Ana e pinturas rupestres de Ouzão.
Gastronomia:  Cabrito assado.
Artesanato: Trabalhos em linho.
Colectividades: Associação Cultural e Recreativa de São Salvador de Gandra.

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

A Freguesia de Gandra está situada a cerca cinco quilómetros da sede do concelho, a vila de Valença, ao qual pertence. Desfruta de uma área de aproximadamente 1064 ha, os seus limites estão estabelecidos da seguinte forma:  A Norte, a Freguesia de Ganfei. A Sul, a Freguesia Taião e a Freguesia de Cerdal. A Nascente a Freguesia de Sanfins. A Poente a Freguesia de Cristelo Covo e a Freguesia de Arão.

Os seus habitantes, cerca de 1300, dividem-se pelos seguintes lugares: Ouzão, Pinheiro, Paço, Vale do Rei, Real, Picões, Aguilhão, Bouço, Pedreira, Mondim de Cima, Tardinhas, Conguedo, Balagota, Forte, Mondim de Baixo, Pedrosa, Torre e Jardim, Tuído, Formigosa e Esqueireira.

RESENHA HISTÓRICA

A freguesia de Gandra tem um rico passado histórico. No lugar de Ouzão, por exemplo, existe numa pequena tapada, em terreno abrigado por pinheiros, carvalhos e eucaliptos, um bloco granítico com algumas gravuras rupestres que datam, provavelmente, da Idade do Bronze. O que se repete na lájea de Escaravelhão.

Em Picões foram encontrados, há poucos anos, restos de antigos crastos.

Pode, por isso, definir-se como de uma fase muito antiga a ocupação deste sítio.

O lugar de Mondim sugere uma ocupação pelo tempo da Reconquista — alturas dos séculos IX-X —, pois, etimologicamente, o seu nome tem origem no antropónimo de raiz germânica Mondinus.

Já Prudêncio Sandoval, no século XVII, se refere a Gandra aludindo que, em 1125, D. Afonso Henriques doou a igreja e o seu couto à Sé de Tui e ao seu bispo D. Afonso.

Foi, mais tarde, ao tempo das guerras da Restauração, um ponto de defesa: o forte existente no lugar de Tuído, edificado pelas tropas galegas, em 1661, na sua estratégia de assalto à praça de Valença, e hoje completamente tomado pela vegetação (embora se salientem os seus fossos e amuralhados), reflecte a importância desempenhada por este ponto.

Num outro lugar — a Balagota —, em monte também hoje revestido de alto e espesso mato, viria a ser levantado um outro forte abaluartado de torreão, por ordem de D. Francisco de Sousa, conde de Paço, sob desenho e orientação do engenheiro militar francês Michel de Lescolle, como testemunha o conde de Cantanhede, D. Luís de Meneses, na sua crónica de “Portugal Restaurado”: “Deu ordem a Michel Lescolle que o desenhasse, e feita a relação do sítio se começou a trabalhar em um forte de quatro baluartes entre Valença e o quartel que os Galegos haviam ocupado. Teve princípios a 23 de Agosto; a 3 de Setembro estava posto em defesa.”

Por aqui passam dois importantes caminhos medievais, de peregrinação a Santiago. Um deles é coincidente com a estrada romana que ia de Braga a Astorga (Via IV do XIX Itinerário de Antonino); o outro atravessava a freguesia no sentido este-oeste, por onde vinham os peregrinos dos Arcos de Valdevez, que desciam o monte do Faro, passavam por Gandra no lugar da Portela e iam passar o rio no porto de Sagatanes, em Cristelo Covo.

Entre os seus naturais maiores, destacam-se Alfredo Magalhães, eminente cientista, médico e político (foi ministro da Educação e governador das tropas de Moçambique), e colaborador em vários jornais e revistas, o marechal António Vicente Queirós, ilustre oficial do Exército português que combateu valorosamente as tropas francesas do general Soult e os absolutistas de D. Miguel, tendo sido ferido cinco vezes em combate (sepultado em Lisboa, o seu funeral teve honras nacionais).

Ainda, acerca da história desta freguesia, no livro “Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo “  tem-se o seguinte texto « As primeiras referências conhecidas a esta igreja remontam a 1125. “Ecclesia Sancti Salvatoris de Gandera integra  cum suo cauto'” e a 1156, “Sancti Salvatoris de Gandera integra “.

Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, São Salvador de Gandra é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui. Denominava-se então igreja de Gandera.

Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve ate 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sonsa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho.

Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta. No registo da avaliação, efectuada em 1546, no tempo do arcebispo D. Manuel de Sousa, São Salvador de Gandra era vigairaria perpétua, e câmara arcebispal, rendendo 18 mil réis.

Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, Gandra figura nas terras de Valença, intituladas da colação do arcebispo.

Segundo Américo Costa, esta igreja foi abadia da apresentação da Mitra. Em termos administrativos, Gandra pertenceu, em 1839, à comarca de Monção e, em 1852  à de Valença.»

Inventário do Património Arquitectónico

Em http://www.monumentos.pt

Informações detalhadas acerca de:

► Gravuras Rupestres da Tapada de Ozão e do Monte da Laje

► Forte de Tuído

► Forte de São Francisco

Fonte consultada: Inventário Colectivo dos Registos Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo, Dicionário Enciclopédico das Freguesias e Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.


FREGUESIA DE TAIÃO

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

Padroeira: Santa Marinha.eleitores em 31-12-2003.
Habitantes: 153 habitantes (I.N.E. 2011) e 169 eleitores em 05-06-2011.
Sectores laborais: Agricultura e pecuária.
Tradições festivas: Santo António, Santa Marinha, Senhor do Socorro e Senhora de Fátima.
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, capela do Senhor do Socorro, pintura rupestres dos montes dos Fortes, largo do relógio de sol, Fonte das Sete Bicas, moinhos de água, alto de S. Lourenço, minas de Virialho e alto dos Pedrosos.
Gastronomia:  Cabrito assado e cozido à portuguesa.
Artesanato:Utensílios para a lavoura.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS

A Freguesia de Taião está situada num planalto serrano, a cerca de dez quilómetros da vila de Valença, a sede do concelho a que pertence. Estende-se por aproximadamente de 868 ha de área, distribuídos pelos lugares de: Felgueira, Mó, Virialho, Taião de Cima e Taião de Baixo.

Os seus limites estão estabelecidos da seguinte forma: A Norte, as Freguesias de Gandra, Sanfins e Gondomil. A Sul, a Freguesia de Cerdal e de Porreiras (esta pertencente ao Concelho de Paredes de Coura). A Nascente, a Freguesia de Boivão e novamente a Freguesia de Gondomil, e a Poente, a Freguesia de Cerdal e novamente a Freguesia de Gandra.

Face à sua situação geográfica, em Taião “está sempre sol”, como dizem os mais idosos, nesta freguesia. Nesse aspecto, relacionado com o Sol, e motivo de orgulho deste povo, pelo seu valor arquitectónico, tem-se o seu lindo Relógio de Sol, no lugar de Taião de Cima, havendo, ainda, outro belo exemplar em Taião de Baixo.

Importantes, também são os moinhos de água, no Lugar de Felgueiras.
Excelentes vistas panorâmicas se desfrutam de toda a Freguesia com especial destaque para o alto dos Pedrosos, o alto de S. Lourenço ou junto às desactivadas minas de volfrâmio no alto da Chão de Virialho.

Não menos importante, na freguesia é o Museu Rural de Taião, que versa sobre cultura e tradições de Taião. Foi inaugurado em Julho de 1996. No seu espólio se destaca o traje de Taião, elaborado com recurso às tradicionais técnicas de tecelagem. O visitante poderá, também, observar alguns teares e materiais ligados à arte de trabalhar o linho, bem como alfaias agrícolas ainda em uso nesta região.
RESENHA HISTÓRICA

A respeito da história desta freguesia, o livro “Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais, Vol. 2 Norte, Arquivos Nacionais /Torre do Tombo” diz-nos textualmente o seguinte: «Em 1320, no catálogo das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, pertencentes ao bispado de Tui, mandado elaborar pelo rei D. Dinis, para o pagamento de taxa, a igreja de Santa Maria de Taião foi taxada em 30 libras.

Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho.

Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.

No registo da avaliação, efectuada em 1546, no tempo do arcebispo D. Manuel de Sousa, Santa Marinha de Taião era anexa ao mosteiro de Sanfins. Foi então avaliada em 10 mil réis.

Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, Taião era anexa “in perpetuum” ao mosteiro de Sanfins. Segundo Américo Costa, o vigário de Santa Marinha de Taião passou a ser apresentado pelo Colégio de Coimbra, após 1545, data em que D. João III doou o convento de Sanfins com todas as suas pertenças aos Jesuítas, para fundarem em Coimbra o seu Colégio.

Mais tarde, passou para a Universidade e, em 1875, Taião adquiriu o título de reitoria. Em termos administrativos, pertenceu, em 1839, ao concelho de Monção e, em 1852, ao de Valença».

Outras fontes dão-nos conta que a sua origem é muito antiga, o que aliás pode ser constatado nas figuras rupestres dos montes dos Fortes.

As Inquirições de 1258 fazem referência ao topónimo, Fofi, que poderá estar relacionado com construções dolménicas conhecidas como arcas de Fofi. O topónimo, Crastello, também, surge a dar como provável um passado de habitantes castrejos.

Acredita-se que o topónimo, Taião, tem raiz germânica: derivará do antropónimo Tagio, que evoluiu para Tagione, originando Taião, segundo a “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”. Acontece também que, nas citadas inquirições diz: Taião poderá ter tido origem no nome de um jurado, Pedro Teyam.

Fonte consultada: Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo, Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais .http://www.monumentos.pt

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